domingo, 15 de agosto de 2010

Arquivos X

Ultimamente, com a aproximação do ano 2012, está em voga o aparecimento e a discussão de teorias apocalípticas e de mudanças na ordem mundial. E aparentemente essa nova onda tem afetado inclusive o Estado brasileiro.

Avistamento de objeto voador
não identificado ao lado de helicóptero
Para surpresa geral da nação, e maior ainda dos arquivistas, o Diário Oficial da União publicou no dia 10 de agosto a PORTARIA N°- 551/GC3 de 09 de agosto de 2010 da Aeronáutica, que reconhece a existência de óvnis (objetos voadores não identificados) e encarrega o Arquivo Nacional de guardar a documentação produzida sobre o tema. 

No texto do documento [ver original] as atividades do Comando da Aeronáutica (Comaer) se restringem ao registro das ocorrências e trâmite destas ao Arquivo Nacional, e, de acordo com site de notícias G1, a Assessoria de Imprensa da Aeronáutica ressaltou em nota que a FAB "não dispõe de uma estrutura especializada para realizar investigações científicas a respeito desses fenômenos aéreos".

Documento sobre óvni 
Assim, a portaria determina que o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra), organismo do Comaer, fique responsável por receber e catalogar as notificações referentes a óvnis em  "formulários próprios", que deverão ser encaminhados regularmente ao Centro de Documentação e Histórico da Aeronáutica (Cendoc).


Incrivelmente o Cendoc deverá "copiar, encadernar, arquivar as cópias dos registros encaminhados pelo Comdabra" (as quais a Assessoria de Impressa da FAB afirma que "terão acesso liberado para a população"e recolher os originais ao Arquivo Nacional de forma periódica. É interessante observar ainda que as ocorrências, segundo a portaria, serão aquelas relatadas "por usuários dos serviços de controle de tráfego aéreo" o que, sem maiores detalhes sobre quem seriam esses usuários, deixa dúvidas sobre a possibilidade de que qualquer pessoa possa relatar um avistamento de óvni e ter sua história guardada para sempre no Arquivo Nacional.


Em termos arquivísticos, essa portaria traz diversos problemas à gestão da informação pois não define critérios específicos para a aquisição, distribuição e utilização desses documentos. Além disso, determina práticas controversas para a arquivística, como o arquivamento de cópias, e ainda interfere nas finalidades do Arquivo Nacional ao decidir que ele guarde toda essa documentação sem um objetivo definido. Não será surpresa caso esses registros se transformem numa grande massa documental acumulada.

O Arquivo Nacional não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

29 comentários:

  1. Uma dúvida: Por que não disponibilizar os originais pra consulta?

    ResponderExcluir
  2. É interessante a existência de uma preocupação em guardar um acervo não orgânico, acumulado artificialmente. Não entro no mérito dos documentos que serão acumulados terem "alguma", ainda que questionável, importantância ou representatividade. A questão é o por quê dar preferência a estes conjuntos documentais emquanto os documentos administrativos da aeronaltica estão apodrecendo (ou sendo queimados) por aí?

    ResponderExcluir
  3. Este episódio fomenta várias questões:

    Por que uma coleção de documentos não orgânicos está destinada ao recolhimento compulsório ao Arquivo Nacional?

    Quem avaliou como permanentes esses documentos?

    Qual a expectativa, em anos, para que o A.N. faça a confecção/aprovação/revisão/alteração dos Planos de Classificação de Documentos de Atividades Meio e Fim e de Tabelas de Temporalidade de todas as instituições públicas vinculadas ao Executivo Federal?

    Será que o céu pode nos mostrar um sinal?

    ResponderExcluir
  4. Vai ver que eles estão escondendo uma super tecnologia alien capaz solucionar todos os problemas com arquivos...

    ResponderExcluir
  5. Prezado Pedro!
    Sou pesquisador amador de ufologia e arquivista também. (vai um comentário-carta...rs)
    Apesar de não concordar com e como foi feita esta Portaria, nem quem motivou a fazê-la, para nós pesquisadores da Ufologia já é um grande avanço.
    Estes documentos assim como outros muitos mais importantes na área vem sendo escondidos, ou talvez dificultados em termos de acesso na sua pesquisa e disponibilização para a Nação, são informações valiosíssimas de cunho social, antropológico, administrativo, científico, tecnológico, estatísticos etc...
    Isto é resultado de anos de pressão dos grupos nacionais e internacionais de uma Política e acordos mundiais para abertura de informação de revelação de gestão de informações nesta área, tema até de Segurança Nacional.(embora seja tratado com descaso, chacotas, trapaceirias, misticismo, desvirtuamento de informações ,etc...)
    Não cabe aqui neste comentário nenhuma visão apocalíptica, utópica...rs
    É coisa séria e importante que deve ser levada em consideração pelos profissionais que lidam com informação.
    Portanto releve algumas exageros da Portaria pois com certeza quem a fez não deve ter tido toda esta nossa visão arquivística, acadêmica e contextual de profissional da informação como nós. (talvez só houve interesse mesmo de aproveitar o momento político mundial da abertura dos acervos ufológicos...rs)
    Fica aqui só o alerta e também o interesse de discutirmos e investigarmos este movimento mundial de abertura dos acervos aeronáuticos neste tema que é área de interesse mundial. Seria oportuno as associações, os profissionais da Ciência da Informação se atualizarem mais sobre esta temática , questionarem o Arquivo Nacional melhor sobre tudo isto...ok
    Fui um dos membros do grupo de ufologia da UnB (talvez a única Universidade brasileira que tenha tido interesse em investigar este tema no país a nível acadêmico, por isto com veemência e interesse defendo esta causa de forma não radical, mais coerente e profissional...ok)
    Estou super atarefado com assuntos profissionais , mais assim que puder, vou fazer pesquisa no Arquivo Nacional (aqui no DF) sobre este tema, e olhar a documentação que já disponibilizam e que podemos começar a utilizar para pesquisa profissional , acadêmica, etc...
    Prometo analisar melhor a Portaria e trazer novidades sobre este tema que mui me interessa....ok
    Qualquer coisa se alguém quiser trocar idéias e sugestões meu email: rmf90@hotmail.com ou raimundom887@gmail.com
    Raimundo Mendes
    Bacharel em Arquivologia UnB

    ResponderExcluir
  6. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  7. Nossa!
    Que legal um comentário multidisciplinar!!!!!!
    Achei interessante as colocações do Raimundo...
    No entanto, acho que vale lembrar que esse espaço (apesar de aberto para qualquer discussão) está voltado para a Arquivística.
    E eu gostaria de saber: - Raimundo como arquivista, o que você achou disso?
    Quando me deparo com a situação Arquivística no Brasil, e todos os problemas que já conhecemos de massas documentais acumuladas, falta de incentivo e outros, sempre fico triste ao lembrar que além disso, o Arquivo Nacional não tem condições de receber acervos importantes, então para mim, essa portaria foi no mínimo surpreendente!
    Eu de fato me pergunto se isso é viável e o porque de o Arquivo Nacional recolher uma coleção....
    Eu acharia incrível uma biblioteca ou museu sobre o assunto, mas o recolhimento para o AN me intriga de diversas formas, e me prova que as pessoas não sabem diferenciar (ou não querem diferenciar) arquivos, bibliotecas e museus.
    É isso!
    Saudações Arquiveras a tod@s!!!!!

    ResponderExcluir
  8. Concordo com a Camila, e assim como disse o André: "Não entro no mérito dos documentos que serão acumulados terem 'alguma', ainda que questionável, importantância ou representatividade."

    Eu inclusive me interesso por ufologia, mas não estava discutindo a pertinência do tema nesse post.

    Raimundo, se o meu texto lhe pareceu ofensivo à ciência dos ufo's ou não atingiu suas expectativas, peço-lhe desculpas sinceras.

    Eu o escrevi levando em conta puramente a visão arquivística, que é o objeto deste blog.

    Até mais

    ResponderExcluir
  9. Gostei desta abordagem. Vamos ajudar a aeronaltica e o Núcleo de Estudos de Fenômenos Paranormais (Nefp) a justificar este procedimento. Vamos supor tenham acumulado estas imagens fotograficas de ovinis durante as pesquisas que seriam de sua competência. Tentemos identificar a organicidade, a proveniência. O que seiam guardados todas as fotos ou o relatório da pesquisa? O porque? Como? O quê? Para quem? Por quanto tempo? Exercitemos nossas mentes em favor deste exercício!

    ResponderExcluir
  10. Que lixo.

    Nem gasto meu vocabulário com tal aberração. Os inúteis do Arquivo Nacional só prestam para isso: preservar documentos de cunho histórico.

    Luis Pereria
    ARquivista.

    ResponderExcluir
  11. Arquivistas sem contúdo não são capazes de justificar suas atividades. Fundamente seus conceitos Luis!

    ResponderExcluir
  12. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  13. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  14. Fundamentar? Uma atitude tão aberrante do Arquivo Nacional não necessita de fundamentação; ela é óbvia para um arquivista.

    Mas se assim desejam, seja feita a vossa vontade.

    A INÉRCIA DO ARQUIVO NACIONAL.

    O Arquivo Nacional tem por finalidade implementar e acompanhar a política nacional de arquivos, definida pelo Conselho Nacional de Arquivos - Conarq, por meio da gestão, do recolhimento, do tratamento técnico, da preservação e da divulgação do patrimônio documental do País, garantindo pleno acesso à informação, visando apoiar as decisões governamentais de caráter político-administrativo, o cidadão na defesa de seus direitos e de incentivar a produção de conhecimento científico e cultural.

    Linda teoria. Na prática, o caos predomina. Mas onde se insere documentos sobre OVNI´s nesta competência?

    O Conselho Nacional de Aquivo (CONARQ), órgão vinculado ao Arquivo Nacional da Casa Civil da Presidência da República, tem por finalidade definir a política nacional de arquivos públicos e privados, como órgão central de um Sistema Nacional de Arquivos, bem como exercer orientação normativa visando à gestão documental e à proteção especial aos documentos de arquivo.

    Onde se insere recolher e custodiar documentos sobre OVNI´s?

    A Constituição da República Federativa do Brasil informa que “Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira...” (Art. 216, Constituição Federal).

    Não há no texto referência sobre Objetos Voadores não Identificados. A menos que eles sejam parte da sociedade brasileira e ninguém saiba. Ou então os representantes do AN ficaram tão inúteis e invisíveis quanto os OVNI´s.
    “ O poder público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação” (Constituição Federal, Art. 216, § 1º)”.

    Ainda sem mencionar OVNI´s. Vejamos o que menciona o parágrafo segundo.
    “Cabem à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem” (Constituição Federal, Art. 216, § 2º)”.

    Os documentos provenientes de OVNÍ.s fazem parte da documentação governamental? Em que lei, decreto, resolução, artigo, inciso ou alínea afirma isso? Onde foi parar o princípio da legalidade da Administração Pública?

    Nenhum preceito legal, moral, consensual, lógico ou racional permite o recolhimento de documentos de extraterrestres. A não ser que a justificativa seja feita por ser uma documentação proveniente do Comando da Aeronáutica. Ainda assim, o AN é ridículo, haja vista ter atividades mais importantes a serem desenvolvidas.

    O maior entrave ao bom andamento do serviço público é o excesso de burocracia. A irracionalidade dos servidores e órgãos responsáveis por gerir a informação pública. Nota, na página eletrônica do Arquivo Nacional intitulada: "História do país ameaçada", faz referência à reforma do Código Civil e a ameaça a memória nacional (acesso em 19.08.2010).
    O curioso é que a história do Brasil sempre esteve ameaçada destruída durante os 172 anos do Arquivo Nacional (AN). Nesse período (172 anos), o AN foi incapaz de conseguir recursos para a construção do arquivo para recolher, classificar, avaliar e descrever a documentação proveniente dos órgãos e entidades públicas federais. Foi incapaz de definir e implementar políticas públicas arquivísticas. Autores do porte de José Maria Jardim, Luis Carlos Lopes e outros demonstraram várias vezes o caos dos arquivos correntes brasileiros e os respectivos documentos em estágio avançado de putrefação; nos porões dos órgãos e entidades públicas.

    Continua...

    ResponderExcluir
  15. Mas do que isso, O AN foi omisso quanto aos arquivos de primeira idade e as massas documentais; pois se preocupa quase que exclusivamente com documentos históricos. A aberração em recolher e custodiar documentos sobre OVNI´s, enquanto os documentos da Administração pública sucumbe no caos da desorganização, é mais uma prova da inutilidade dos representantes do AN. A priorizar documentos que atentam contra o Princípio da Proveniência, a Instituição negligencia, de forma inadimplente, a gestão de documentos e informações dos arquivos correntes. Com esta mentalidade arcaica, os arquivistas vão continuar no "limbo do esquecimento", na visão do grande público, e não vão passar de "uma voz no vácuo".

    O NA caiu num círculo vicioso e não consegue ser útil e por isto não recebe recursos para realizar suas atividades.

    Agora vêm com o argumento de “o referido artigo fere o direito que todo cidadão tem à memória e à história do país" (ver página do Conarq). De novo mesmice tão exaustivamente repetida: exclusiva preocupação historicista e retrógada. Por que não se preocupam também com os arquivos que sucumbem (matéria pútrica em estágio avançado de decomposição) nas massas documentais dos depósitos das várias entidades públicas? Por que não efetivam ações na tentativa de evitar que os cupins, traças, baratas destruam, ao mesmo tempo, documentos correntes, intermediários e permanentes?

    O AN, de acordo com sua página eletrônica, é vinculado diretamente à Casa Civil da Presidência da República; Esta fica próxima ao Chefe do Executivo Federal. Mesmo neste organograma, a ação mais proeminente foi a criação do Sistema de Gestão de Documentos de Arquivos (SIGA), cujos resultados obtidos até agora foram pífios em 172 anos de história.
    A título de exemplo: o serviço de informática da Secretaria de Recursos Humanos (SRH) da Universidade de Brasília (UnB) detectou, numa pesquisa simples, que aquela Unidade gasta 100 (cem) resmas de papéis por mês, num custo aproximado – para mais ou para menos - de R$ 2,00 (dois reais) por folha impressa. Muito do que é gasto pela SRH é resultado da produção de documentos e cópias inúteis; facilmente perceptível numa análise mesmo que amadorística.
    Ficam as dúvidas: “quanto deve gastar por mês toda a UnB”? Quanto deve gastar todos os órgãos e entidades federais? Quanto deve gastar toda a Administração Pública?

    Seguramente, números astronômicos. Tudo por falta de uma política arquivística e, sobretudo, pela excessiva preocupação historicista dos arquivistas-historiadores; dos arquivistas-tecnicistas (arrumadores de documentos); do Arquivo Nacional e da visão retrógada que predomina na Arquivística nacional. O curso Gestão de Documentos e Informações: ênfase nos documentos eletrônicos e nos arquivos montados nos setores de trabalho e as massas documentais acumuladas é uma das soluções para aumentar a eficiência administrativa; mediante conscientização dos servidores, lotados nos arquivos setoriais, sobre a importância de se racionalizar rotinas burocráticas e atingir a eficiência na produção e economizar tempo no desenvolvimento de processos de trabalho. Mas a o que fazem mesmo? Vão recolher documentos sobre OVNI´s. Esta postura é tão patético que nem merecia comentários.

    No exemplo da UnB citado, alguns dados nos fazem pensar melhor: 100 x 500 = 50000 (cinqüenta mil) folhas de papeis por mês. Este valor multiplicado por R$ 2,00 (dois reais) – 50000 x 2 – equivale a R$ 100.000,00 (cem mil reais) gastos por mês só com papel. Multiplicado por 12, perfaz R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil) por ano só com papel.

    Continua...

    ResponderExcluir
  16. Enquanto isso, continua a preocupação quase exclusiva com documentos históricos; patrimônio documental; patrimônio arquivístico; memória... E os arquivos se perdem nos setores de trabalho; consumidos por fungos, baratas, ratos, aranhas, cupins, entre outros (eles são os “arquivistas naturais”, ou eliminadores naturais; pois não selecionam nada ao destruir; não fazem distinção entre arquivo corrente ou histórico).
    Ajudar a solucionar os problemas dos arquivos correntes, colocaria em evidência os arquivos e os arquivistas; tal qual ocorrido nos Estados Unidos e Canadá, só que naqueles dois países este trabalho foi feito por administradores porque os arquivistas daquele país também foram incompetentes. Por isto a cisão entre “record manager” e “record management”. O prêmio pela racionalização das administrações públicas estadunidenses e canadenses veio em forma de vários depósitos de arquivos intermediários por todo o território dos dois países (ver Sousa, 2007. Demonstrar para os administradores que tratar os documentos traz mais benefícios do que malefícios. Não se percebe,, na página eletrônica do Arquivo Nacional, nenhuma preocupação voltada para os arquivos de primeira idade. Falta racionalização. Um curso de “introdução ao pensamento” despertaria os membros do AN para a realidade.
    Sem arquivo corrente racional e organizado não há documento histórico. Esta visão exacerbadamente historicista é o leviatã que atrasa a evolução da disciplina; posição que faz do AN um mero, nas palavras de Maria Odila Fonseca, “arquivo nominal”.


    Hermeneuticamente,

    Luis Pereira dos Santos
    Arquivista/SRH/UnB

    ResponderExcluir
  17. Lembrete:

    Tentativas de conscientização foram feitas junto à direção superior da Secretaria de Recursos Humanso da UnB na busca de soluções; mas até agora não se obteve respostas.

    Luis

    ResponderExcluir
  18. Lembrete II:

    Se alguém não gostou das verdades reveladas sbore o Arquivo nacional - de que eles são uns inúteis -, lamento.

    Esta é a minha postura.

    Luis

    ResponderExcluir
  19. Quanta verborragia!

    Não sei como foi a "conscientização", mas pelo que vejo os gritos e insultos são tão uteis quanto as iniciativas do AN.

    ResponderExcluir
  20. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  21. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  22. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  23. Os insultos foram dirigidos ao Arquivo Nacional. Se alguém tomou as dores da Instituição e concorda que em 172 anos de história eles fizeram algo de relevante pelos arquivos correntes; que em quase 2 séculos o AN implementou alguma política arquivística...

    Desculpe, mas é tão inútil quanto eles. A menos que alguém conheça iniciatias do AN neste sentido - que desconheço. Se assim for; se me mostrarem, eu me calo para sempre. Até lá...

    Esse mesmo texto - com exceção da parte que cita o texto Constitucional, pois ele foi uma resposta à solitação do André Luiz - foi enviado ao Arquivo Nacional, ao Conarq e à Casa Civil da Presidência da República.


    A verdade incomoda, percebe-se mais uma vez pelas postagens. Esta ação pode não surtir nenhum efeito, mas eles têm de saber que alguém não está contente. Ficar omisso e não manifestgar o que pensa não é atitude de cidadão.

    Não fazer nada é bem pior. Se se manifestar não adianta; ficar quieto, muito menos. Nenhum dos órgão respondeu. Apenas a notícia veiculada na página do AN foi retirada do ar - mas permanece no Conarq. Não sei se foi coincidência, ou se uma resposta deles. Prefiro pensar que eles ignoraram minha mensagem.

    De qualquer forma, vou encaminhar mensagem sempre que perceber algo aberrante. Se vai adiantar ou não, é outro história. Contudo, não me custa nada.


    Luis

    ResponderExcluir
  24. Fundamentação e discussão são as bases para o conhecimento. Reintero que o objetivo deste blog é discutir e compartilhar ideias e a partir delas, desenvolver projetos de pesquisa na área arquivística.

    ResponderExcluir
  25. Desconsiderando o gasto com a produção de papeis pela UnB, que não é relevante ao tema desta postagem, a abordagem do Luis apresenta relevância em alguns pontos. Principalmente sobre a gestão e administração do Arquivo Nacional e de como defender a orgânicidade, proveniência e finalidade das fotografias de Ovini's doadas para a Aeronaltica.

    ResponderExcluir
  26. O local de trabalho reflete o que as pessoas são, os arquivos refletem a instituição e estes são conseqüências das ações humanas. Nós somos responsáveis por nossas ações e conseqüências. Se o sistema é inadequado, temos a responsabilidade de mudá-lo. Nós somos os agentes especialistas no tema nos setores de trabalho, logo, todos esperam posturas pro-ativas. Atitudes imaturas não agregam valor. Devemos ser comunicativos, racionais e acessíveis a negociação.

    ResponderExcluir
  27. "O todo é maior do que a soma das partes" (Aristóteles)

    Quando, por exemplo, uma equipe de futebol trabalha os valores individuais (os jogadores talentosos) mais do que o conjunto (a equipe); o time tende a fracassar mesmo diante de outro mais fraco de talentos e composto de pernas-de-pau, desde que bem organizado coletivamente.

    Quando determinada organização empresarial – pública ou privada - conta com pessoas talentosas, mas esses talentos tentam resolver os problemas sozinhos, a empresa tende a fracassar ou não atinge os resultados esperados.

    Estes e outros exemplos são a face desfigurada da Arquivística Nacional. Nela, há teóricos e profissionais talentosos, mas que trabalham individualmente em busca de um ideal comum: o desenvolvimento da disciplina. O Arquivo Nacional, os seus respectivos representantes e o órgão central (Conarq) trabalham para desenvolver a Arquivística, mas sozinhos. Eles pouco contam com apoio das áreas acadêmicas e dos profissionais da área.

    Por sua vez, a maioria das áreas acadêmicas tem pensamentos distintos nas várias regiões do País e, poucas vezes, entram em consenso. A Arquivística praticada na Universidade de Brasília difere daquela praticada na Universidade federal do Rio Grande do Sul e vice-versa. A Bahia pensa diferente de São Paulo, que por sua vez tem os laços rompidos com o Arquivo Nacional.

    A Associação dos Arquivistas Brasileiros também trabalha seus talentos sozinha. Há pouco entendimento com o órgão normalizador (Arquivo Nacional). Este, no alto de sua extrema arrogância, não abre diálogo com as demais correntes de pensamento arquivístico; por covardia, pois foge do debate. Pior, tenta impor – unilateralmente – suas decisões comprovadamente errôneas. Mesmo diante de uma literatura arquivíistica consagrada em âmbito nacional de internacional; com autores de renome defendo posição contrário do AN, não há avanço

    Os representantes do Arquivo Nacional sabem que estão errados. Eles não podem ser tão estúpidos. Mas o ego e os impede de admitir esse erro. Desta forma, eles são idiotas e arrogantes. Idiotas porque permanecem no erro e arrogantes porque não o admitem.

    Isto posto, não há trabalho em conjunto. Há um agregado de “partes desmembradas” que trabalham separadamente. Quando elas se somam, o resultado não é o esperado. Cabe aos arquivistas protestar e tentar romper a barreira de estupidez do AN, mediante mensagens com críticas e exigências de mudanças. A intenção é derrubar os “dinossauros” que comandam a instituição. Renovar é a palavra de ordem; pensar é a outra.

    Sem isto, qualquer tentativa de diálogo é inútil.

    Luis Pereira dos Santos
    Arquivista/SRH/UnB.

    ResponderExcluir
  28. Luis, adorei seus comentários e concordo com todo a sua linha de pensamento, principalmente no que se refere a negligencia com os arquivos correntes, e a falta de políticas publicas voltadas para área.

    Eliane- estudante do curso de Arquivologia pela UEPB- eliane.arquivista@gmail.com

    ResponderExcluir
  29. Que coisa boa.

    Obrigado, Eliane.

    É gratificante saber que nem todos veem como ofensas quando alguém diz aquilo que pensa; quando alguém diz a verdade como deve ser dita. É isso que falta a quase todos os arquivistas: protestar, falar/escrever o que pensam.

    Quase todos sofrem de inércia social - querem mudanças, mas não fazem nada; esperam que alguém faça por eles.

    No Brasil deve ter uns 3 mil arquivistas graduados (não disponho desses números concretos; posso apenas supor). Se pelo menos mil escrevesse sempre para o Arquivo Nacional criticando e protestando a cada bobagem que o AN fizesse, eles mudaram a postura irresponsável.

    O problema é que quase todos têm covardia. Têm medo - não se sabe do que - de falar. O AN não pode fazer nada contra ninugém. Eles são uns incompetentes.

    Luis

    ResponderExcluir