sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ética para o Arquivista?

Hoje a Coordenação de Arquivo do CEDOC/UnB promoveu a discussão sobre o "Código de Ética do Arquivista" proposto pelo ICA - International Council on Archives e diversas questões foram levantadas acerca da ética dentro do mundo profissional arquivísitico.

Um dos pontos principais do debate foi os limites de aplicabilidade do Código, tendo em vista que ele não condiz em várias partes com a realidade organizacional vivida pelos arquivistas no Brasil. Podemos exemplicar já com o seu 1º artigo: "Os Arquivistas mantêm a integridade dos arquivos, garantindo assim que possam se constituir em testemunho permantente e digno de fé do passado." Percebemos nesse artigo uma falha na compreensão sistêmica do arquivo, pois apresenta a ideia de que arquivos seriam apenas uma representação do passado (arquivo permanente), esquecendo-se das outras competências atribuídas à arquivística, como a gestão informacional, relacionada aos arquivos corrente e intermediário.


Outro ponto discutido foi a real necessidade da existência desse código para o amparo dos profissionais perante complexas questões éticas, como por exemplo, o que deveria ser feito em casos de descoberta de corrupção em uma instituição pública: poderia o arquivista divulgar os documentos que compravam a ilegalidade, ferindo assim a sigilosidade dos documentos? Um código de ética se prestaria a responder tais perguntas.

Diante disso, um código de ética se faz importante para a nossa área, desde que contemple os dispositivos adequados. Concluímos ainda que o Código do ICA não satisfaz as necessidades da arquivística no Brasil, mas que apesar das limitações, ele consegue expor alguns assuntos relevantes para a correta postura profissional do arquivista, o que futuramente pode embasar estudos técnicos para o desenvolvimento de um código de ética aplicável de fato à realidade do país.

Participantes: Tânia Pereira, Henrique Distretti, Julianna Sousa, Pedro Carvalho, Camila Ventura, Érika Leite, Luiz Fernando Alves, Leonardo Lima, Caroline Durce, André Luiz, Ana Carolina Gomes e Rafael Carvalho.
Autores: Julianna Sousa e Pedro Carvalho

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Discussão sobre o filme "Brazil"

A apresentação do filme “Brazil” nos levou a refletir uma série de questões relacionadas à sociedade e a informação.

Em um primeiro momento o filme nos mostra uma sociedade baseada no que seria o extremo da burocracia. Vale ressaltar que, a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade, impessoalidade e na adequação dos meios aos objetivos pretendidos, e para que esses sejam alcançados com a máxima eficiência possível.
Estamos tão acostumados a associar a burocracia com algo ruim que muitas vezes não nos damos conta de que é necessária. Seriam impraticáveis as rotinas e procedimentos que atendessem as demandas e necessidades da sociedade moderna, baseados tão somente na Teoria Clássica da Administração.

O que é mostrado no filme é justamente esse aspecto negativo e distorcido da burocracia, ou seja, a disfunção burocrática, enfatizando o: apego demasiado as normas, excesso de formalismo e papelada, resistência a mudanças, impessoalidade nos relacionamentos, superconformidade às rotinas e procedimentos, exibição de sinais de autoridade e corrupção, dificuldades em atender aos cidadãos e conflitos com o usuário da informação, em suma, tudo aquilo que é indesejável para a burocracia.

A alienação da sociedade também é apontada no filme. A valorização da beleza e aparência, como se fosse uma forma de “mascarar” a própria sociedade. Atos terroristas, desinformação, seqüestros (chamados de interrogatórios), estratificação social, acusações infundadas, enfim, a sociedade é embasada em aspectos meramente superficiais, as poucas pessoas que se revoltam com o sistema são perseguidas e “interrogadas” (mortas).

Pode-se notar também, com o auto-conformismo do próprio sistema. O sistema burocrático institucionalizado não erra – o erro não é admitido, e quando ocorre, não é encontrado o culpado. O sistema é extremamente departamentalizado onde os mesmos não se comunicam, não interfere no outro, ou seja, não há visão sistêmica.

Alguns componentes do grupo viram similaridades do sistema burocratizado apresentado no filme com a forma de funcionamento da Administração Pública brasileira, levantando a possibilidade do título do filme ter sido inspirado no próprio país. Porém, embora todos concordem com as características similares acredita-se que o título se dá devido ao tema musical “Aquarela do Brasil” e as viagens oníricas do protagonista.
Participantes: Ana Carolina Gomes, Ananda Moretti, André Araujo, Artur Litran, Bruno Costa, Bruno Duarte, Camila Ventura, Caroline Durce, Érika Leite, Henrrique Distretti, Ingrid Cordovil, Juliana Santos, Laiane Borges, Luís Sallenave, Luiz Fernando Alves, Paulo Nascimento, Pedro Carvalho,Rafael Carvalho, Rogério Hamada, Sidney Costa, Tânia Moura.
Autores: Camila Ventura e Érika Leite.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ética Profissional do Arquivista

A Coordenação de Arquivo do CEDOC/UnB convida a todos para a próxima reunião do grupo, na sala de reunião do CEDOC, sexta-feira, às 14:30.


Nesta sexta falaremos sobre ética no exercício da profissão. Usaremos o Código de Ética do Arquivista do ICA (International Council on Archives) como subsídio para as discussões.

Segue o link para download do texto do ICA :