sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Diagnóstico


Metodologia de Diagnóstico – Capítulo 4 do livro A Nova Arquivística na Modernização Administrativa de Luís Carlos Lopes

O que é o diagnóstico? Após discutir sobre o assunto foi chegado à seguinte resposta: estudo e análise prévia de um setor ou instituição com a finalidade de se colher informações para se realizar um projeto arquivístico. É importante considerar em um diagnóstico elementos cruciais para o desenvolvimento do trabalho como espaço físico, o acondicionamento, metragem linear da documentação, formação das pessoas envolvidas nas atividades, critério de arquivamento utilizado no setor ou instituição diagnosticada, entre outros.
Segundo LOPES, existem duas abordagens de diagnóstico, a maximalista e minimalista que nosso entendimento são diferenciadas como: Maximalista - diagnóstico feito a partir de uma visão geral e da instituição. Minimalista - diagnóstico feito a partir de uma visão mais específica da instituição/ setores de trabalho.
No decorrer de alguns relatos de experiências ocorridos nos arquivos setoriais da UnB, foram diagnosticados alguns problemas: resistência a mudanças, falta de motivação, negligência com os documentos, necessidade de treinamento na área de arquivologia falta de conhecimento na Arquivística e o real valor dos documentos. Resultado da cultura organizacional vigente, impactando na preservação da informação arquivística, e consequentemente na recuperação dessa informação.
Outra questão abordada foi a postura do “profissional da informação arquivística” que deve ter uma postura de gestor e não somente como técnico.

Texto escrito por: Leonardo, Henrique,Ananda e Tânia.

Participantes: Ana Carolina, Ananda, Caroline, Humberto, Keity, Laiane, Leonardo, Liliany, Marcone, Rafael, Rogério, Tânia, Henrique, André, Paulo, Emiliane, Ingrid, e Luiz Fernando.

6 comentários:

  1. A Nova Arquivística... é um dos livros mais completos escrito em língua portuguesa. Nele, o autor traça o perfil do arquivista desejado, os problemas, caminhos e tendência da disciplina Arquivístia.

    A desefagem nos cursos de formação profissional é um dos fatores responsávels por deixar no "limbo do esquecimento" os arquivistas e a Arquivística. E também por formar arquivitas-técnico, os quais contribuem por fazer permanecer a disciplina no limbo.

    A pesquisadora Flávia Oliveira detectou, em sua dissertação, que o curso da UnB está defasado 26 anos. O resultado é a formação de profissionais incapazes de realizar diagnósticos, planos de classificação, relatórios, pareceres... Logo, surge o arquivista-técnico.

    Para piorar, dado destacado por Lopes, a visão é voltada quase que exclusivamente para documento histórico. É inressante observar que "os países raramente reconhecem o valor dos documentos antes de atingirem a maturidade histórica, quando, por ironia, possivelmente muitos de seus documentos já terão desaparecido" (Schellemberg, 2006, p. 162).

    É o que eu sempre digo: deixam de valorizar o presente; passam a valorizar o passado, pensando no futuro, em detrimente do presente. Quando o presente "transforma-se" em passado, passa a ser valoridado. Na maioria das vezes, esse presente (quando vira passado) é então valorizado, mas vai estar numa massa documental acumulada, pois não foi tratado quando deveria ser.

    Por que não valorir o presente enquanto é presente?

    Luis Pereira.

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  2. Sem um diagnóstico preciso, não é possível começar uma boa atividade arquivística. Principalmente com relação a uma massa documental acumulada. Isso parece meio óbvio a alguém que tenha um conhecimento mínimo de arquivologia, porém, na prática, vemos os arquivos serem tratados de modo aleatório, sem o emprego de técnicas (adequadas), organizados ao "bel prazer" do administrador, e mudando de características conforme a gestão administrativa.

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  3. O dianóstico fundmenta o trabalho do arquivista.Ele determina o primeiro passo da atividade do arquivista. É sempre de espantar a diferença entre teoria e a prática.

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  4. O livro traz reflexões sobre os problemas que os Arquivistas vão encontrar (que não sao poucos) e ressalta que o esforço será no sentido de se produzir um "retrato da situação arquivística" da instituição. O autor defende ainda a ideia de um pré-diagnostico que seria uma etapa prévia do trabalho a ser realizado.
    LOPES afirma que, nesta fase, o trabalho é mais intelectual que braçal e que o estudo e a pesquisa aliados à dedicação do arquivista na aplicação das funções inerentes à profissão (principalmente a classificaçao e a avaliação) serão os principais ingredientes para o solução das questões relativas aos documentos.

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  5. Acredito que o diagnóstico é uma peça fundamental do saber-fazer arquivístico, visto que de um diagnóstico bem feito, vem uma política de arquivos adequada à instituição.

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  6. O diagnóstico é uma interpretação analítica de uma realidade. É necessariamente fundamentada em metodologias existentes em literatura específica. Na arquivística, são avaliados elementos tangíveis e intagíveis. Entre os elementos tangíveis, são consideradas as características mensuráveis, como por exemplo, as quantidades e características dos documentos, estado de consevação, acondicionamento, condições ambientais. Os intangíveis relacionam-se com dados necessários a compreenção e contextualização, focam no perfil, histórico e necessidades dos produtores e usuários. Neste elemento, destacam-se a importância da forma como esses documentos racionam-se e as funções e atividades as quais se destinam.

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