quinta-feira, 7 de junho de 2012

CURSOS DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO NO BRASIL

Vale conhecer as iniciativas de cursos na área de conservação e restauração de documentos.
Órgão
Nome do curso
Nível
Duração
Fundação de Arte de Ouro Preto
(FAOP)
Curso técnico de Conservação e Restauro
Técnico
04 semestres
Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG)
Tecnologia em Conservação e Restauro
Tecnológico
03 anos
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(PUCSP)
Conservação e Restauro
Tecnológico
06 semestres
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Conservação e Restauração
Bacharelado
08 semestres
Universidade Federal de Pelotas
(UFPEL)
Conservação e Restauração de Bens culturais móveis
Bacharelado
07 semestres
Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG)
Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis
Bacharelado
08  semestres
Museu de Astronomia
(MAST)
Especialização em preservação de acervos de Ciência e Tecnologia
Especialização
08 meses
Universidade Federal da Bahia
(UFBA)
Mestrado Profissional em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos
Mestrado
01 ano

Postagem enviada por: Vanessa Wenzel.
Aluna de Estágio Supervisionado II do curso de Arquivologia da UnB.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Congressos e Eventos de Arquivologia e Ciência da Informação




Participar de congressos e eventos da sua área profissional é uma boa oportunidade de se inteirar das tendências mais atuais que envolvem a prática profissional e proporciona obtenção de novos conhecimentos além de ser um momento em que se pode trocar experiências com os outros participantes. Os profissionais que atuam no campo arquivístico podem conferir nos links abaixo algumas oportunidades para 2012.
Tema: Preservação, Acesso, Difusão: Desafios para as Instituições Arquivísticas no Século XXI
Data: 18 a 22 de Junho no Rio de Janeiro - RJ


V CongressoNacional de Arquivologia 
Tema: Arquivologia e Internet: Conexões para o Futuro
Data: 01 a 05 de Outubro em Salvador - BA



XVIEncontro Nacional dos Estudantes de Arquivologia
Tema: Arquivologia e Ciência: Uma União necessária para o Avanço da Sociedade
Data: 16 a 21 de Julho em Vitória - ES
 

XIIEncontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação
Tema: Informação na sociedade em rede para inovação e desenvolvimento humano
Data: Outubro de 2012 no Rio de Janeiro - RJ



Texto de Raquel Moreira
Aluna de Arquivologia da FCI/UnB




quarta-feira, 21 de março de 2012

Lei de Acesso à Informação

A primeira providência do Governo Federal para implementação da Lei de Acesso à Informação (Lei 2.527, de 18 de novembro de 2011) foi a elaboração e divulgação, em ação conjunta da Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Casa Civil e Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM) da 1ª versão do documento entitulado Guia para Criação da Seção de Acesso à Informação nos Sítios Eletrônicos dos Órgãos e Entidades Federais , que e contém orientações simplificadas para divulgação de informações públicas de forma proativa.

O objetivo do Guia é orientar os órgãos e entidades do Poder Executivo Federal para a implementação de seção prevista na Lei de Acesso à Informação em seus respectivos sítios eletrônicos institucionais. Trata-se de uma área específica onde serão divulgados dados e informações de interesse coletivo ou geral conforme dispõe o art. 8º da Lei. Pretende-se oferecer ao cidadão um padrão uniforme de acesso, que facilite a localização e obtenção das informações e se torne para ele, também, uma referência em transparência pública

A divulgação espontânea do maior número possível de informações, além de facilitar o acesso à informação, é vantajosa para os próprios órgãos e entidades públicas, pois tende a reduzir a demanda, minimizando significativamente o trabalho e os custos de processamento e gerenciamento dos pedidos de acesso.

As orientações constantes deste Guia como a estrutura, as nomenclaturas e os conteúdos estabelecidos, deverão ser rigorosamente observadas no âmbito de todo o Governo Federal. A CGU se coloca à disposição dos órgãos e entidades para esclarecer quaisquer eventuais dúvidas acerca das regras e diretrizes definidas neste Guia.


fonte: www.governoeletronico.gov.br/

segunda-feira, 12 de março de 2012

CAPES aprova criação do Mestrado em Arquivologia na UNIRIO




A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) se reuniu, nos dias 28 e 29 de fevereiro de 2012, em Brasília para apreciar a proposta de criação do primeiro Mestrado em Arquivologia no Brasil.

O Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES), em sua 133ª Reunião, analisou e recomendou a criação do curso Gestão de Documentos e Arquivos na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) que será a primeira do Brasil, e a única da América Latina, em língua portuguesa, a oferecer o curso em nível de mestrado.

O edital para a primeira turma, com oferta de 20 vagas, deve ser lançado até o mês de junho de 2012.Os resultados da apreciação de propostas de cursos novos foram divulgados pela Capes no dia 6 de março.


ATUALIZAÇÃO EM 17/04/2012

Foi divulgado hoje o edital para o processo seletivo do Mestrado Profissional em Gestão de Documentos e Arquivos (PPGARQ). Serão oferecidas até 20 vagas para o segundo semestre de 2012, nas linhas de pesquisa “Arquivos, Arquivologia e Sociedade”, e “Gestão de Arquivos na Arquivologia Contemporânea”.

As inscrições serão abertas nesta terça-feira, 17 de abril, e os interessados têm até o dia 18 de maio para se inscrever no Protocolo do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCH – Av. Pasteur, 458, Urca), das 9h às 12h e de 16h às 19h30. Também serão aceitas inscrições pelo Correio, via SEDEX, em envelope contendo a documentação exigida no edital e que deverá ser encaminhada para o Protocolo do CCH, no seguinte endereço: Av. Pasteur, 458 – Urca, CEP 22290-240 – Rio de Janeiro – RJ, com carimbo de postagem até o último dia de inscrição.
O processo seletivo será composto por quatro etapas: análise de documentos e três fases de realização de provas, divididas em Prova Escrita de Conhecimentos Específicos, Prova Oral e Prova escrita de compreensão de texto em língua estrangeira.
O Edital está disponível em http://www2.unirio.br/unirio/cchs/ppggda

Agradeço antecipadamente a todos que puderem colaborar na divulgação.

José Maria Jardim
Coordenador do Mestrado Profissional em Gestão de Documentos e Arquivos


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Os Desafios da Gestão Documental e da Preservação da Memória do Poder Judiciário frente às Novas Tecnologias da Informação


O II Congresso dos Arquivos objetiva a integração e qualificação dos gestores e colaboradores da área de gestão da informação do Poder Judiciário e de outros poderes participantes frente às novas tecnologias que interferem na gestão e na preservação dos documentos e da memória institucional.

Os congressistas participarão das reuniões do Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname) e do Programa de Gestão Documental da Justiça Eleitoral (PGD/JE), nas quais serão apresentadas e discutidas as estratégias de melhoria para as áreas responsáveis pela informação arquivística.

Serão ministrados 4 minicursos na área de gestão da informação

Programação

28.3.2012
Horário: 9h às 18h
Local: Edifício Sede do TSE
29.3.2012
Horário: 9h às 19h
Local: Edifício Sede do TSE
30.3.2012
Horário: 9h às 18h
Local: Edifício Sede do TSE

Temas dos minicursos:

  • Projeto Interpares – Professora Daniela Francescutti
  • Classificação Documental – Professora Eloiza Rocha Pereira (CJF)
  • Acervo Iconográfico – Professor André Ancona (UnB)
  • Modelo de Elaboração de Tabela de Temporalidade – André Antônio (Arquivista do TSE)

Contato

E-mail: congresso.arquivo@tse.jus.br
Telefones: (61) 3316-3532 / 3316-3401
Local do evento: Tribunal Superior Eleitoral – SAFS, Quadra 7, Lotes 1/2 - Brasília/DF

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Abertura de consulta pública



Está aberta, até 22 de novembro, consulta pública acerca do Plano de Classificação e da Tabela de Temporalidade de Documentos da Administração do Poder Judiciário.

Quem quiser fazer sugestões sobre o tema deve preencher o formulário disponível no portal do CNJ (http://www.cnj.jus.br) e o encaminhar para o e-mail consultapublica@cnj.jus.br.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

I Conferência Nacional de Arquivos - CNARQ





Foi publicado hoje, no Diário oficial da União, o Decreto de convocação para a 1ª Conferência Nacional de Arquivos.






O CNARQ terá como objetivos a mobilização dos diversos segmentos e setores do campo arquivístico, analise de legislações aplicáveis e desafios enfrentados e, por fim, propor as diretrizes para a implementação da política nacional de arquivos.



Os debates e as discussões da I CNARQ serão organizados a partir dos seguintes eixos temáticos: I - regime jurídico dos arquivos no Brasil e a Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991;
II - a administração pública e a gestão dos arquivos;
III - políticas públicas arquivísticas;
IV - acesso aos arquivos, informação e cidadania;
V - arquivos privados; e
VI - educação, pesquisa e recursos humanos para o campo
arquivístico.

A CNARQ será estruturado em uma etapa nacional e cinco etapas regionais, organizadas segundo as regiões geopolíticas do País.

O Decreto encontra-se no link da imprensa nacional
http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=24&data=13/10/2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

ENEARQ 2011


Por Fabrício Carpaneda

O XV ENEARQ, ocorrido de 18 a 23 de Julho em João Pessoa, reuniu estudantes de arquivologia de diversos estados, profissionais e estudiosos da área, além de palestrantes nacionais e internacionais. O evento contou com a presença de profissionais renomados como Antônio Malheiro da Silva e Antônia Heredia Moreira, dentre outros. Após aceito o convite dos organizadores do evento, a diretora do CEDOC Tânia Moura também proferiu palestra a respeito dos arquivistas no contexto das Universidades. A palestra teve como referência o Texto de DELMAS "Arquivos para quê?".
Como o foco do evento era o debate sobre a profissão, foram apontados aspectos interessantes à esse respeito, os quais abarcaram desde a origem do trabalho (que se confunde com o trabalho dos escribas), suas conexões míticas (com a ligação com a figura mítica do Deus Jano que possui uma face voltada ao passado e outra ao futuro) e também questões relativas ao futuro da profissão.
Foi disponibilizado um panorama amplo sobre as atividades do CEDOC, bem como seu quadro de profissionais, sua estrutura física e funcional. Além disso, os projetos em andamento e as orientações de Estágios I e II serviram para troca de informações e ampliação dos contatos da instituição.

terça-feira, 7 de junho de 2011

O papel do arquivista


(Por Fernando Gabriel - aluno de Estágio Supervisionado I)

O arquivista nos dias de hoje exerce um novo papel dentro da chamada sociedade da informação. Ele deixou de ser o profissional preso unicamente ao passado. O próprio arquivo não é mais somente visto como “armazéns da história e o arsenal da administração”. (Duchein, 2006, p.2).
Esse conceito de arquivo apresentado por Duchein não é suficiente para o mundo atual. Hoje o volume de informações produzidas e intercambiadas é muito grande. A necessidade de informação é enorme e o profissional dos arquivos precisa atender a essas novas e constantes demandas.
O arquivista deve buscar sempre se atualizar dentro das mais novas tecnologias. As informações em seus suportes surgem muito depressa. É cada vez mais urgente que os profissionais que lidam com essas informações sejam capazes, através do conhecimento das modernas ferramentas tecnológicas, de guarda-las com eficiência e disponibilizá-las de forma rápida.
Lidar com novos suportes de informação e com as novas ferramentas que surgem com eles é o diferencial do arquivista moderno. Para Belloto (2003, p.1): “Os novos suportes documentais, com os quais terá de lidar, exigem conhecimento, competência, métodos e meios de produção, utilização e conservação física especiais”.
O papel do arquivista deve ser o de assegurar a informação do futuro, utilizando para isso as técnicas do presente. Sem jamais se distanciar dos princípios básicos surgidos no passado e que hoje formam a arquivística.

Bibliografia

BELLOTO, Heloísa Liberalli. O arquivista na sociedade contemporânea. Universidade de São Paulo, São Paulo. 2003. Disponível em: . Acesso em: 31 de maio de 2011.
DUCHEIN, Machel. O papel da arquivologia na sociedade de hoje. In:_______Informativo da Associação dos Arquivistas Brasileiros. 2006. Disponível em: <www.aab.org.br/download/boletimjanjun06.pdf>.  Acesso em: 31 de maio de 2011.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

INÍCIO DA TEMPORADA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CEDOC

Em um clima amistoso e de troca de experiências se inicia a temporada de estágios supervisionados de 2011 no Arquivo da Universidade de Brasília, mais conhecido como CEDOC/UnB.


O CEDOC recebeu neste início de semestre os estudantes interessados em cursar o Estágio Supervisionado 1 e 2. Assim sendo, na primeira reunião de equipe ocorrida na sexta-feira (01/04) tivemos a apresentação dos novos membros, dentre estes, alguns recém-iniciados nas atividades arquivísticas. Além da explicação das formalidades acerca do cumprimento de horários, preenchimento de folhas de ponto, de relatórios de atividades, etc., a Diretora do CEDOC – Tânia Moura – recomendou aos novos estagiários referências para leituras que ajudarão a subsidiar as atividades propostas.
Foi apresentado aos estagiários um ambiente na rede onde será disponibilizada uma pasta para cada um, que deverá ser preenchida com as atividades diárias executadas, afim de facilitar a elaboração do relatório final.
Uma das observações mais importantes que se pode fazer da reunião é a troca de experiências que ocorreu entre os novatos e os outros colaboradores: houve um momento em que os primeiros revelaram suas expectativas e opiniões acerca das atividades que estão desenvolvendo ou desenvolverão.
Para que o início das atividades também ocorresse de maneira mais esclarecida, Domingos Costa (Arquivista, recém nomeado pela UnB) fez uma breve explicação sobre a diferença entre atividades-meio e fim. Enfatizou também a necessidade de se conhecer a instituição para se fazer uma classificação segura dos documentos, principalmente no caso de massas documentais acumuladas. Foi apresentado ainda o Plano de Classificação de Documentos de Arquivo das Instituições Federais de Ensino Superior, que será utilizado na documentação da aréa-fim e a Resolução n. 14 de 2001 do CONARQ, que será usada na classificação das atividades-meio.
Por fim, foi passado aos novos estagiários em quais projetos de tratamento documental cada um trabalhará, sendo apresentados de cada um destes projetos, os seus respectivos responsáveis e os problemas já identificados no diagnóstico realizado pela equipe de Arquivistas  do CEDOC.
Deste modo, a expectativa sobre o desenvolvimento das atividades que os estagiários desempenharão para a conclusão do Estágio Supervisionado é muito boa e já estima-se que o conhecimento não será transmitido linearmente, mas mutuamente, sendo que para isso, Tânia enfatizou a necessidade de haver o comprometimento e dedicação de todos. (texto de Pedro Davi Carvalho)

Estiveram presentes nesta reunião: Artur, Camila, Fernando Chaves, Fernando Gabriel, Flávia, Glaucia, Heloisa, Henrique, José Mauro, Lais, Lidiane, Lucas Gabriel,Lucas Miranda, Luis Fernando, Luiza, Rafael Rosa, Raíza, Sueli eTael.

Saudações Arquiver@as!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Novo cenário Acadêmico da Ciência da Informação


A Unip – Universidade Paulista - conseguiu autorização para iniciar os cursos de Arquivologia e Biblioteconomia. O edital com o vestibular foi lançado no Diário Oficial da União de ontem (30 de março de 2011).


A quantidade de vagas ofertadas é de 230 por curso e distribuídas por campi. A instituição possui unidades em vários estados da federação e no Distrito Federal.


Não há como prever de forma precisa os efeitos destes cursos. O aumento da quantidade de profissionais resulta em aumento da concorrência e competitividade no mercado de trabalho. Em contrapartida, este aumento permite a melhoria da visibilidade da profissão.


Um mundo diferente está começando, menos exclusivo e menos restrito.

André Araújo

Arquivista


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Digitalização ou Microfilmagem?









Nesta sexta-feira, dia 18/02/2011 foi abordado o tema da mudança de suporte dos documentos. Pode-se dizer que as iniciativas têm sido entre a digitalização ou a microfilmagem dos documentos produzidos e acumulados pelas instituições.
Quanto a primeira foram expostas as seguintes questões: como deve ser a digitalização? Quais documentos devem ser digitalizados? Qual a validade legal do documento digitalizado? Como classificar e atribuir temporalidade ao documento eletrônico? E quanto à definição de banco de dados (sistema ou documento???), enfim, muitas dúvidas.
Em relação à microfilmagem, percebe-se uma maior segurança em termos de preservação, pois o microfilme tem se mostrado um suporte de maior durabilidade. O processo de microfilmar documento de arquivo já está estabelecido na UnB desde 1978, quando foi criado o Serviço de Microfilmagem (SMI). Este setor, em tempos áureos, supriu à demanda de redução de volumes documentais de vários setores da UnB, atualmente atende a somente dois: a Secretaria de Administração Acadêmica (SAA) e o Decanato de Gestão de Pessoas (DGP), antes denominado Secretaria de Recursos Humanos (SRH). Destes dois setores são microfilmados dossiês de alunos e assentamentos funcionais de servidores, respectivamente. A diminuição de sua capacidade de absorção de trabalho foi se instalando ao longo do tempo, porém a qualidade da microfilmagem não foi prejudicada.
A mudança de suporte dos documentos é relevante para os arquivos, pois impacta diretamente na gestão dos espaços (físicos ou virtuais) de armazenamento. É preciso planejamento. Os prós e contras, tanto da digitalização, quanto da microfilmagem devem ser identificados. O estabelecimento de uma Política Arquivística passa, necessariamente, pela definição criteriosa da técnica mais adequada para os fundos documentais acumulados. Não esquecendo, claro, dos documentos já produzidos em meio eletrônico, que também podem migrar de suporte, seja para o papel ou o microfilme.
Foi sugerido que os presentes na reunião procurassem referências sobre o assunto, a fim de subsidiar e fundamentar um estudo sobre as questões em torno da discussão engendrando argumentações em futuras intervenções na política de microfilmagem e digitalização. O assunto não se esgotou, ao contrário o debate é intenso e enquanto escrevemos novas tecnologias estão entrando no mercado, e outras estão ficando ultrapassadas na mesma velocidade. O tempo urge!

Saudações Arquiver@s!

Estiveram presente: Tânia Moura, Caroline Durce, Antônio Alberto, Fabrício Carpaneda, Rafael Carvalho, Marcus Gonçalves, Rafael Augusto, Jairo Augusto, Liliany Ribeiro, Ananda Moretti, Kaio Queiroz, Denise Nascimento, Laís Arruda, Tael Michael, Artur Litran.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Classificação de Documentos de Arquivo


O ato de classificar ajudou o homem em seu processo evolutivo. O processo classificatório acompanha a trajetória do homem desde seus primeiros passos. As atividades humanas, desde a mais trivial até a mais elabora, estão ligadas ao ato de classificar. Todos os seres classificam consciente ou inconscientemente para os mais variados propósitos. Como disse Foucault, as classificações primordiais que nos parecem óbvias e inquestionáveis são os “códigos ordenadores” da nossa cultura.

No sentido mais amplo da palavra, classificar pode ser considerado o processo de “distribuição de indivíduos em grupos distintos, de acordo com caracteres comuns e caracteres diferenciados” (LIARD, 1979). O Dicionário Aurélio de língua portuguesa define classificação como “conjunto de métodos, regras e símbolos usados para classificar”.

A classificação de documentos e de informações é um processo intelectual associado à ideia de separar e estabelecer relações entre os documentos. Essa classificação é feita principalmente na idade corrente do documento, já que esse processo está diretamente relacionado com sua função original, ao seu valor primário. A classificação dos documentos correntes reflete a natureza da organização a qual pertencem.

Para a área meio da esfera do executivo federal usa-se o Código de Classificação de Documentos de Arquivo para a Administração Pública, com sua última versão aprovada através da Resolução n. 14 de 2001 do CONARQ. Ele adota o modelo decimal de classificação, muito adequado à realidade biblioteconômica, mas bastante difícil de ser usado na realidade arquivística.

Neste código as funções, atividades, espécies e tipos documentais são genericamente denominados de assuntos. Os assuntos principais são distribuídos em dez classes representadas por números inteiros de três algarismos, estas classes são divididas em subclasses, que por sua vez, são decompostas em grupos e subgrupos. As operações da classificação são segundo o código: o estudo, que consiste na leitura dos documentos e; a codificação, a atribuição de um código que corresponda ao assunto tratado pelo documento.

O Código de classificação aprovado pela Resolução n. 14 não tem flexibilidade e nem sempre se adéqua as realidades dos órgãos que deve atender. Os assuntos por vezes se repetem e em outras não estão descritos de forma suficiente para seu entendimento, forçando o uso de códigos mais genéricos, das classes que termina ou começam com 9, como o famoso 995 – Pedidos, oferecimentos e informações diversas.

A situação se repete com o “Código de Classificação de Documentos de Arquivo Relativos as Atividades-Fim das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES)”, a hierarquia das classes e subclasses é confusa e ainda necessita de algumas revisões para que possa atender de maneira regular todas as IFES.

Sem entrar no mérito das definições (afinal código não seria o termo mais adequado para definir o objeto em questão) a estrutura mais adequada para este instrumento seria o funcional, não classificação por assunto. O mais apropriado ainda seria que as instituições atendidas por este instrumento tivessem a possibilidade de adequá-lo às suas próprias realidades, mas ainda é preciso que o Arquivo Nacional e os próprios arquivistas amadureçam essa ideia.

Saudações Arquiveras,

Caroline Durce