sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Calendário


Setembro

03/09 - Confraternização

10/09 - Discussão do texto: A invenção da memória nos arquivos públicos41.PDF – José Maria Jardim (PDF)

17/09 - Filme: Violação de privacidade
41.PDF


24/09 - Discussão do texto: O contexto arquivístico como diretriz para gestão documental de materiais fotográficos de arquivo 41.PDF – André Porto Ancona Lopez (PDF)


Nós do Arquiveros ainda vamos lembra-los sempre dos eventos e discussões, como já fazemos deste o inicio de nossas atividades.


Saudações Arquiveras!


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O assunto é: BLOG!

Como o nosso blog é novo, não sabemos se estamos agradando o nosso público!

Por esse motivo na reunião da proxima sexta-feira (27/08/10) vamos discutir aspectos estruturais e estétcos do "Arquiveros".
Para tanto esperamos que vocês olhem outros blogs para partimos de referência e melhorarmos o 'Arquiveros"!

Outro ponto que será discutido, será o calendário do arquiveros, por isso pensem em textos, filmes e assuntos que possamos discutir, para fecharmos o mês de setembro!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dia do Estagiário!



Não existe pessoa mais zoada no trabalho e mais solicitada do que o estagiário. A tiração de sarro em cima desses jovens universitários está em todos os lugares, até na Internet. Segundo o sitio Desiclopédia a definição de estagiário é a seguinte:

"Estagiários (Inutilis Rastejantis) são pessoas semi-racionais, que reconhecem ordens simples, mas não importa o quanto tentem, sempre fazem errado. São contratadas para trabalhar mais e ganhar menos que os outros membros de uma empresa ou repartição pública".

Em alguns campos de trabalho, como a arquivologia, por exemplo, os profissionais formados simplesmente não dariam conta do trabalho sem os estagiários. O Trabalho arquivístico é um trabalho realizado em equipe e que quase sempre envolve atividades de mutirão.

Os universitários auxiliam em todos os aspectos do trabalho seja na classificação, organização, descrição, confecção de relatorios, arranjo físico, transferência, recolhimento, entre outros.
É por isso que o "ARQUIVEROS" não poderia deixar de prestar sua homenagem aos estagiários.

Um ótimo dia a tod@s, e parabéns pelo seu dia!

domingo, 15 de agosto de 2010

Arquivos X

Ultimamente, com a aproximação do ano 2012, está em voga o aparecimento e a discussão de teorias apocalípticas e de mudanças na ordem mundial. E aparentemente essa nova onda tem afetado inclusive o Estado brasileiro.

Avistamento de objeto voador
não identificado ao lado de helicóptero
Para surpresa geral da nação, e maior ainda dos arquivistas, o Diário Oficial da União publicou no dia 10 de agosto a PORTARIA N°- 551/GC3 de 09 de agosto de 2010 da Aeronáutica, que reconhece a existência de óvnis (objetos voadores não identificados) e encarrega o Arquivo Nacional de guardar a documentação produzida sobre o tema. 

No texto do documento [ver original] as atividades do Comando da Aeronáutica (Comaer) se restringem ao registro das ocorrências e trâmite destas ao Arquivo Nacional, e, de acordo com site de notícias G1, a Assessoria de Imprensa da Aeronáutica ressaltou em nota que a FAB "não dispõe de uma estrutura especializada para realizar investigações científicas a respeito desses fenômenos aéreos".

Documento sobre óvni 
Assim, a portaria determina que o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra), organismo do Comaer, fique responsável por receber e catalogar as notificações referentes a óvnis em  "formulários próprios", que deverão ser encaminhados regularmente ao Centro de Documentação e Histórico da Aeronáutica (Cendoc).


Incrivelmente o Cendoc deverá "copiar, encadernar, arquivar as cópias dos registros encaminhados pelo Comdabra" (as quais a Assessoria de Impressa da FAB afirma que "terão acesso liberado para a população"e recolher os originais ao Arquivo Nacional de forma periódica. É interessante observar ainda que as ocorrências, segundo a portaria, serão aquelas relatadas "por usuários dos serviços de controle de tráfego aéreo" o que, sem maiores detalhes sobre quem seriam esses usuários, deixa dúvidas sobre a possibilidade de que qualquer pessoa possa relatar um avistamento de óvni e ter sua história guardada para sempre no Arquivo Nacional.


Em termos arquivísticos, essa portaria traz diversos problemas à gestão da informação pois não define critérios específicos para a aquisição, distribuição e utilização desses documentos. Além disso, determina práticas controversas para a arquivística, como o arquivamento de cópias, e ainda interfere nas finalidades do Arquivo Nacional ao decidir que ele guarde toda essa documentação sem um objetivo definido. Não será surpresa caso esses registros se transformem numa grande massa documental acumulada.

O Arquivo Nacional não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ética para o Arquivista?

Hoje a Coordenação de Arquivo do CEDOC/UnB promoveu a discussão sobre o "Código de Ética do Arquivista" proposto pelo ICA - International Council on Archives e diversas questões foram levantadas acerca da ética dentro do mundo profissional arquivísitico.

Um dos pontos principais do debate foi os limites de aplicabilidade do Código, tendo em vista que ele não condiz em várias partes com a realidade organizacional vivida pelos arquivistas no Brasil. Podemos exemplicar já com o seu 1º artigo: "Os Arquivistas mantêm a integridade dos arquivos, garantindo assim que possam se constituir em testemunho permantente e digno de fé do passado." Percebemos nesse artigo uma falha na compreensão sistêmica do arquivo, pois apresenta a ideia de que arquivos seriam apenas uma representação do passado (arquivo permanente), esquecendo-se das outras competências atribuídas à arquivística, como a gestão informacional, relacionada aos arquivos corrente e intermediário.


Outro ponto discutido foi a real necessidade da existência desse código para o amparo dos profissionais perante complexas questões éticas, como por exemplo, o que deveria ser feito em casos de descoberta de corrupção em uma instituição pública: poderia o arquivista divulgar os documentos que compravam a ilegalidade, ferindo assim a sigilosidade dos documentos? Um código de ética se prestaria a responder tais perguntas.

Diante disso, um código de ética se faz importante para a nossa área, desde que contemple os dispositivos adequados. Concluímos ainda que o Código do ICA não satisfaz as necessidades da arquivística no Brasil, mas que apesar das limitações, ele consegue expor alguns assuntos relevantes para a correta postura profissional do arquivista, o que futuramente pode embasar estudos técnicos para o desenvolvimento de um código de ética aplicável de fato à realidade do país.

Participantes: Tânia Pereira, Henrique Distretti, Julianna Sousa, Pedro Carvalho, Camila Ventura, Érika Leite, Luiz Fernando Alves, Leonardo Lima, Caroline Durce, André Luiz, Ana Carolina Gomes e Rafael Carvalho.
Autores: Julianna Sousa e Pedro Carvalho