Ultimamente, com a aproximação do ano 2012, está em voga o aparecimento e a discussão de teorias apocalípticas e de mudanças na ordem mundial. E aparentemente essa nova onda tem afetado inclusive o Estado brasileiro.
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| Avistamento de objeto voador não identificado ao lado de helicóptero |
No texto do documento [ver original] as atividades do Comando da Aeronáutica (Comaer) se restringem ao registro das ocorrências e trâmite destas ao Arquivo Nacional, e, de acordo com site de notícias G1, a Assessoria de Imprensa da Aeronáutica ressaltou em nota que a FAB "não dispõe de uma estrutura especializada para realizar investigações científicas a respeito desses fenômenos aéreos".
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Documento sobre óvni |
Incrivelmente o Cendoc deverá "copiar, encadernar, arquivar as cópias dos registros encaminhados pelo Comdabra" (as quais a Assessoria de Impressa da FAB afirma que "terão acesso liberado para a população") e recolher os originais ao Arquivo Nacional de forma periódica. É interessante observar ainda que as ocorrências, segundo a portaria, serão aquelas relatadas "por usuários dos serviços de controle de tráfego aéreo" o que, sem maiores detalhes sobre quem seriam esses usuários, deixa dúvidas sobre a possibilidade de que qualquer pessoa possa relatar um avistamento de óvni e ter sua história guardada para sempre no Arquivo Nacional.
Em termos arquivísticos, essa portaria traz diversos problemas à gestão da informação pois não define critérios específicos para a aquisição, distribuição e utilização desses documentos. Além disso, determina práticas controversas para a arquivística, como o arquivamento de cópias, e ainda interfere nas finalidades do Arquivo Nacional ao decidir que ele guarde toda essa documentação sem um objetivo definido. Não será surpresa caso esses registros se transformem numa grande massa documental acumulada.





