A apresentação do filme “Brazil” nos levou a refletir uma série de questões relacionadas à sociedade e a informação.Em um primeiro momento o filme nos mostra uma sociedade baseada no que seria o extremo da burocracia. Vale ressaltar que, a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade, impessoalidade e na adequação dos meios aos objetivos pretendidos, e para que esses sejam alcançados com a máxima eficiência possível.
Estamos tão acostumados a associar a burocracia com algo ruim que muitas vezes não nos damos conta de que é necessária. Seriam impraticáveis as rotinas e procedimentos que atendessem as demandas e necessidades da sociedade moderna, baseados tão somente na Teoria Clássica da Administração.
O que é mostrado no filme é justamente esse aspecto negativo e distorcido da burocracia, ou seja, a disfunção burocrática, enfatizando o: apego demasiado as normas, excesso de formalismo e papelada, resistência a mudanças, impessoalidade nos relacionamentos, superconformidade às rotinas e procedimentos, exibição de sinais de autoridade e corrupção, dificuldades em atender aos cidadãos e conflitos com o usuário da informação, em suma, tudo aquilo que é indesejável para a burocracia.
A alienação da sociedade também é apontada no filme. A valorização da beleza e aparência, como se fosse uma forma de “mascarar” a própria sociedade. Atos terroristas, desinformação, seqüestros (chamados de interrogatórios), estratificação social, acusações infundadas, enfim, a sociedade é embasada em aspectos meramente superficiais, as poucas pessoas que se revoltam com o sistema são perseguidas e “interrogadas” (mortas).
Pode-se notar também, com o auto-conformismo do próprio sistema. O sistema burocrático institucionalizado não erra – o erro não é admitido, e quando ocorre, não é encontrado o culpado. O sistema é extremamente departamentalizado onde os mesmos não se comunicam, não interfere no outro, ou seja, não há visão sistêmica.
Alguns componentes do grupo viram similaridades do sistema burocratizado apresentado no filme com a forma de funcionamento da Administração Pública brasileira, levantando a possibilidade do título do filme ter sido inspirado no próprio país. Porém, embora todos concordem com as características similares acredita-se que o título se dá devido ao tema musical “Aquarela do Brasil” e as viagens oníricas do protagonista.
Participantes: Ana Carolina Gomes, Ananda Moretti, André Araujo, Artur Litran, Bruno Costa, Bruno Duarte, Camila Ventura, Caroline Durce, Érika Leite, Henrrique Distretti, Ingrid Cordovil, Juliana Santos, Laiane Borges, Luís Sallenave, Luiz Fernando Alves, Paulo Nascimento, Pedro Carvalho,Rafael Carvalho, Rogério Hamada, Sidney Costa, Tânia Moura.
Autores: Camila Ventura e Érika Leite.



